Em meados da década de 2010 eu estudava com um Luiz Augusto, o qual tinha um apelido bem engraçado e pejorativo. Bom, agora estamos em 2016 e a Sadia nos apresentou uma campanha onde os presuntos da concorrência são chamados de Luiz Augusto.

Segundo o CONAR, 130 “Luizes Augustos” não ficaram felizes e não acharam graça na brincadeira. O número de reclamações no Conselho resultou no fato de que a campanha será julgada, e isso não é um bom sinal.

A publicidade Brasileira vive um momento lindo onde muitas marcas empoderam mulheres, exploram a diversidade e visibilidade GLBTT, sendo que algumas marcas já deixaram de lado o estereótipo de mulher gostosa, dona de casa que adora detergente e por aí vai. Mas o que o meu coleguinha Luiz e o “Luizes” brasil a fora tem a ver com isso?

A principal alegação das reclamações no Conar são de que a campanha estimula o bullying com pessoas chamadas Luiz, o que elas esquecem é que a campanha tem cunho humorístico e quem teria que ser penalizado seriam as pessoas que praticam bullying, não a marca que chama presunto de Luiz. Não vamos nem mencionar o fato de oportunistas acharem que devem ser indenizados pela marca, e não pelos opressores que fazem piada com presunto.

Há exatos 20 anos o Ministério da Saúde lançava uma campanha de conscientização para o uso de preservativo onde chamava pênis de Braulio, a Tang tem um mordomo chamado James e Fernandinho ainda é famoso pela sua camisa bonita. Sim, a personificação está presente na publicidade desde que pipoca com guaraná se descobriram a combinação perfeita.

Se a Sadia resolveu chamar presunto ruim de Luiz Augusto, e isso deu toda essa visibilidade para a marca, parabéns pra eles! Reclamar e processar (ainda pedindo indenização rs) sobre o fato de termos um presunto bem lúdico chamado Luiz Augusto não passa de oportunismo. O que vocês acham disso? E do presunto?

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