Conversa para boi dormir é uma expressão popular em português (do Brasil) que significa conversa mole, lero-lero, desculpa esfarrapada ou mentira contada com a intenção de enganar alguém.

Narrativas vendem, e vendem bem. Exemplo disso é o cinema, em qual suas narrativas vendem lifestyles, costumes e vontades de certos lugares. Chaplin nos vendeu histórias de tempos modernos numa época não tão moderna assim, já Hitchcock nos deixou bem inseguros ao tomar banho de costas para o banheiro vazio. O que essas narrativas têm em comum? A ficção, é claro.

Ficção baseados em pensamentos e ideias nitrificas nos seres humanos, elas trabalham nossos medos, aspirações e ideias que muitas vezes estão adormecidas em nosso subconsciente. São décadas, séculos e vidas recebendo narrativas e absorvendo informações… até que a comunicação estratégica começou a utilizar disso para vender ideologias que impulsionassem seu consumo.

A Coca Cola nasceu em meados dos anos 1880, primeiramente como um xarope concentrado e com o passar dos anos acabou virando o que conhecemos hoje (sim, a história foi resumida em uma única frase mas ela é muito mais robusta que isso). Qual o principal ponto dessa história? O fato dela ser verdadeira.

Nas últimas décadas as agências e marcas descobriram que é possível geral apresso por uma marca através de sentimentos, geralmente obtidos por histórias nas quais o público de identifica. Quer um belo exemplo? Dilleto. A fabricante de sorvetes utiliza do storytelling para contar uma história de que os picolés surgiram com Vittorio Scabin, avô do fundador da marca. É dito que eles fabricaram os sovertes na Itália e que veio para o Brasil fugindo da guerra. Qual o principal ponto dessa história? Que ela é mentira, tão mentira que o fundador da marca disse a seguinte frase: “Reconheço que possa ter ido longe demais na história”.

E quando uma pessoa é o produto? Quando seu currículo é o que está sendo vendido? Ai entramos com Bel Pesce em nossa história.

Graduada pelo renomado MIT, ter trabalhado no Google e Microsoft e ter ajudados a construir empresas do Vale do Silício. Tudo isso aos 28 anos. É um belo de um currículo, porém ele foi contestado após uma polêmica que envolveu o lançamento de uma Hamburgueria Gourmet via Crowdfunding (adiciona um ganhador do MasterChef nessa história para a receita ficar completa).

Ao envolver uma “celebridade”, Bel Pesce abriu seu caminho para um público que não está acostumado/conhece o meio dos empreendedores e Start-ups, porém essa quantidade de pessoas foi atrás de descobrir quem eram os envolvidos no projeto e bom, a partir daí você já sabe o resultado. Bel vem sendo alvo de muitas contestações sobre a veracidade das informações em seu currículo. Não vamos comentar o que é verdade ou não, até por que sabemos que os currículos sempre são mais bonitos que a vida real, porém é bom lembrar ao tornar certas coisas públicas é bem possível que alguém queira confirmar as informações.

O que tiremos de tudo isso?

História pra boi dormir tem perna curta. Perna que tem diminuído cada vez mais com a ajuda da internet.

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